12 semanas: a temida ecografia morfológica

Essa semana começou com o momento mais esperado do primeiro trimestre: a ecografia morfológica. Eu confesso que nas primeiras semanas de gravidez eu ficava com uma certa paranóia sobre se estava tudo bem, e angustiada com o tempo que demorava para descobrir se existia algum fator para preocupação com o bebê que desse para ser previsto com antecedência. Apesar de torcer para a gestação passar bem devagar (pela quantidade de coisas que eu tenho para fazer), eu torcia para chegar logo 12 semanas para finalmente fazer a primeira morfológica. Eu faço todas as minhas ecografias na clínica CEAF (Centro de Ecografia e Avaliação Fetal), com o Dr. Luiz Gustavo. Além de ser um médico super competente e defensor do parto humanizado, é também um ser humano muito querido. Chegando ao exame (que deve ser feito entre 11 e 14 semanas de gestação), ele nos explicou que o objetivo era avaliar três parâmetros:

  • A medida da translucência bucal do bebê, que é um inchaço que todos os bebês apresentam na nuca devido a um acúmulo de líquido, mas que nos bebês com alguma síndrome cromossômica (Down, etc) costuma estar maior do que 2,5 milímetros. Essa é a medida mais importante.
  • A medida do osso nasal do bebê, uma vez que um osso nasal dimiuido ou mesmo ausente também  pode indicar alguma alteração cromossômica.
  • Avaliação do fluxo sanguíneo através do ducto venoso.

Além disso, o exame consegue detectar má formações no cérebro do bebê, hidrocefalia, anencefalia, etc, além de eventualmente já dar alguma dica sobre o sexo do bebê em alguns casos. Graças a Deus estava tudo certinho com o bebê e nenhuma alteração foi detectada.

Vale lembrar que esse é um exame de rastreio, e não de diagnóstico, e por isso ele não pode nem confirmar nem excluir 100% a possibilidade de qualquer problema, e sim te dar uma estimativa de alto risco ou baixo risco para determinadas síndromes. No caso de alguma alteração, o médico pode pedir para que a gestante faça outros exames complementares, como a amniocentese (coleta de líquido amniótico para análise, que é invasivo e apresenta alguns riscos) ou o NIPT (exame de sangue para avaliação de DNA fetal presente no sangue da mãe a partir de 10 semanas de gestação. Esse exame não apresenta nenhum risco para o bebê e pode ser feito por todas as mulheres que desejarem, porém não é coberto pelos planos de saúde e pode ter um custo mais elevado).

Aliás, embora eu tenha feito a sexagem fetal e por isso já sabia o sexo do meu bebê (post de 10 semanas),  nessa ecografia de 12 semanas já teria dado para ver caso eu tivesse optado por esperar. Não é sempre que isso acontece (normalmente os médicos dão umas estimativa, por exemplo: tem 70% de chance de ser menina ou menino), mas no nosso caso estava bastante aparente. De qualquer forma, não contem com isso, pois é comum que só seja possível ver o sexo do bebê com toda certeza a partir de 16 semanas de gestação.

Outros detalhes da semana:

  • Fui na minha primeira feira de gestantes como cliente (já tinha ido em algumas como expositora ou palestrante) e comprei as primeiras pecinhas do enxoval do bebê.
  • Tive que ir ao hospital fazer exames e tomar um soro intravenoso após uma gastroenterite (traduzindo: eu estou há 4 dias no trono) que me deixou completamente debilitada, embora eu esteja trabalhando normalmente – essa vida de autônoma em que um atestado médico não faz diferença nenhuma é difícil –  e até acompanhei um parto gemelar super lindo que postei no meu Instagram.

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