30 e 31 semanas – perguntas

Nem sempre ocorrem várias novidades de uma semana para a outra, então para não deixar aqui sem atualizar eu perguntei lá no Instagram o que vocês gostariam de saber sobre a minha gestação e vou responder algumas dúvidas mais recorrentes logo abaixo. As únicas novidades das últimas semanas foram que eu fiz um novo exame 4D para ver o rostinho do Pedro (esse exame costuma gerar boas imagens até 30 semanas, depois disso pode ser que o bebê esteja com a cabecinha mais encaixada e assim fica mais difícil a visualização dos traços) e ele já estava com 1,470 KG e 40cm. A previsão é que daqui para frente o bebê ganhe cerca de 200g e aumente 1 cm por semana. Muita gente achou que ele se parece comigo, mas eu particularmente achei bem misturadinho! E com 31 semanas fiz um ensaio fotográfico com o maravilhoso Paulo Moraes, em um estilo de fotos chamado Boudoir. O resultado vocês podem conferir no Instagram.

Sobre as perguntas que eu recebi, vou listar algumas aqui:

  • Você vai ter doula?

CLARO!!! Toda mulher merece uma doula, inclusive nós doulas quando estamos gestando e parindo! Claro que o papel da doula durante o pré natal (no sentido de educação perinatal) para mim ficaria redundante, mas a doula vai muito além disso. É aquela pessoa que estará ali exclusivamente preocupada com você e seu bem estar, e não com as questões técnicas do parto. Faço questão de ter alguém que no dia do parto estará ali por mim e para mim, me ajudando a aliviar as dores das contrações, me lembrando do quanto eu sou forte, organizando a logística do momento, criando uma ambientação acolhedora, etc. Eu costumo dizer que doula quando está parindo tem os mesmos direitos que qualquer outra gestante, inclusive de gritar, de dizer que não vai dar conta…afinal, não é porque somos doulas que vai doer menos na gente, né?! Então vou vivenciar tudo tão intensamente quanto qualquer outra gestante que já acompanhei, com a vantagem de já ter uma boa idéia de como tudo funciona no final!

  • Seu parto será domiciliar?

Sim, eu pretendo que meu parto seja domiciliar. Tendo acompanhado centenas de partos de todos os tipos e em todos os locais que vocês possam imaginar (no hospital, no bloco cirúrgico, em sala de parto humanizado, domiciliar, em casa de parto pública e privada, na casa da sogra, no carro, no elevador, em hotel, no consultório, rs), receber o meu filho na minha própria casa é sem dúvida alguma a opção que faz mais sentido para mim. Mas tudo isso porque até então eu atendo a todos os critérios para poder ter um parto assim: 1) uma gestação de baixo risco 2) uma equipe extremamente qualificada disponível e 3) um plano de contingência (moro próxima a vários hospitais de referência se fosse necessário uma remoção).

Para quem tem dúvidas sobre a segurança de um parto domiciliar, pode pesquisar os estudos científicos que existem sobre o assunto nesse post aqui.

Alguém pode estar se perguntando: se é possível fazer um parto humanizado hospitalar, porque a escolha de fazer na própria casa? Primeiro, é preciso lembrar que o parto domiciliar não é uma opção tranquilizadora para a maioria da população, que ainda possui um referencial de segurança muito baseado na tecnologia e nas intervenções. Mas depois que passamos a entender como funciona um parto verdadeiramente fisiológico, percebemos que em 90% das vezes a natureza vai agir lindamente sozinha, e nos outros 10% em que forem necessárias algumas intervenções, a equipe deve estar preparada para lidar com elas em qualquer ambiente (ou no caso da necessidade de uma cesariana, seria feita uma remoção para o hospital). O parto domiciliar nos tempos modernos não é como o de nossas avós, onde a parteira tinha pouco ou nenhum recurso para lidar com intercorrências. Hoje, podemos ter o melhor dos dois mundos: a privacidade do lar com a tecnologia e treinamento dos profissionais que atendem aos partos. Portanto, diante da necessidade de um medicamento para conter hemorragia, material de reanimação neonatal, oxigenação materna ou fetal, laceração perineal e diversas outras situações, a equipe responsável consegue lidar com isso em domicílio da mesma maneira que lidaria no hospital, resolvendo o problema em casa na maioria absoluta das vezes ou removendo o paciente já estável em casos persistentes que exijam uma atenção mais contínua. E tudo isso, é claro, após todo um histórico de pré natal bem feito e acompanhamento do bem estar fetal através da ausculta dos batimentos cardíacos durante todo o trabalho de parto.

Dito tudo isso, não há nada que se compare ao privilégio e a privacidade de estar na sua própria casa, usando seu chuveiro, comendo da sua comida, acolhendo o bebê no ambiente dele, com bactérias já conhecidas, deitando e dormindo na sua cama após passar por todo o processo, sem nenhum tipo de interferência, burocracia ou situações que fogem ao seu controle, inclusive no que diz respeito às intervenções realizadas no bebê (aqui em Brasilia, por exemplo, mesmo que a mãe contrate um obstetra humanizado e garanta para ela uma assistência respeitosa, o pediatra deve ser obrigatoriamente o plantonista do hospital, sem nenhum tipo de conduta individualizada).

  • Parto domiciliar é mais caro que o parto humanizado hospitalar?

Em geral, não. Na maioria das cidades, sai até mais barato. Boa parte das equipes que atendem partos domiciliares são formadas por Enfermeiras Obstétricas, que são legalmente habilitadas para atendimentos de partos de baixo risco. Essa profissionais maravilhosas costumam cobrar mais barato que um médico humanizado particular no hospital, por exemplo. Nas equipes de parto domiciliar formadas por médico obstetra, este em geral cobra o mesmo valor para atender em casa ou no hospital, podendo haver o custo extra apenas da enfermeira assistente que costuma fazer parte da equipe também. E se a paciente não tem plano de saúde e teria que arcar com todo o custo hospitalar (incluindo a internação) por fora, então é que sai mais barato mesmo!!

  • Quantos KG você já ganhou até agora?

Até agora eu ganhei cerca de 10KG. Eu engravidei bem sequinha e tenho mantido uma rotina de atividade física e dieta muito próxima do que eu já tinha antes, portanto, estou ganhando o que o meu corpo provavelmente precisa para o momento. Estou dentro da curva de ganho de peso adequado de acordo com meu IMC (lembrando que tenho 1,70m) e segundo minha nutricionista eu poderia ganhar até 14KG na gestação. Meu ganho de peso tem sido menor nessa reta final e agora vai quase tudo para o próprio bebê, pois esse é o momento dele engordar e crescer consideravelmente. Lembrando que ninguém deve se basear no ganho de peso de outra gestante, pois isso depende do peso e da condição anterior à gestação, altura da mulher, tipo de alimentação, etc. Quem já estava acima do peso antes de engravidar, provavelmente vai ter que se preocupar em ganhar menos peso agora. Quem engravidou abaixo do peso, vai precisar ganhar mais e acumular um “crédito” para a amamentação. Eu engravidei no meu peso ideal. Mais importante do que se preocupar com quantos KG você está ganhando, é se preocupar com a qualidade do que você está comendo. A minha alimentação sempre foi muito saudável e continua sendo, mas sem paranóias excessivas.

  • Qual carrinho você comprou?

Eu estava relutante em falar sobre isso por três motivos:

  1. A escolha do carrinho depende totalmente do estilo de vida dos pais. Ou seja, algumas famílias vão se identificar mais com um carrinho completamente compacto que dê pra levar como mala de mão em viagens, outras vão preferir um carrinho mais “trambolhudo” e consequentemente mais confortável para o bebê (e provavelmente mais bonito também). Algumas vão usar o carrinho apenas para passear em superfícies planas como shopping e restaurantes, enquanto outras querem um carrinho com rodas grandes que permita andar na grama, areia…enfim, existem carrinhos para todos os gostos e necessidades! E a minha necessidade pode não ser a mesma que a sua.
  2. A faixa de preço e possibilidade financeira de cada um para fazer essa escolha varia muito.
  3. Ainda não testei na prática o carrinho, para poder dizer se eu gostei ou não.

Mas como você sabem que eu pesquisei muito antes de escolher, vou compartilhar a minha escolha para que vocês possam avaliar se essa opção serve para vocês também. Escolhi o carrinho da marca alemã Cybex e modelo Cybex Mios, sob orientação da consultora de enxoval que me atendeu, por ser uma opção compacta (ele pesa apenas 8,7KG), porém confortável para o bebê. Ele não é tão compacto a ponto de caber no bagageiro do avião (isso não era uma prioridade pra mim), porém é compacto o suficiente para não ocupar meu porta malas inteiro e me permitir abrir e fechar com uma mão só enquanto a outra segura o bebê, por exemplo. Ele tem regulagem de altura (importante para pais mais altos como nós), deita quase completamente (dispensando o uso do moisés), o assento é reversível permitindo virar o bebê conforto/assento para frente ou para o cuidador, tem uma capa que podem ser retirada para lavar e ficar só uma telinha no assento nos momentos de mais calor, tem uma capota extensível grande que protege do sol (tem proteção UV), dentre outras vantagens que considerei interessantes. Embora ele esteja numa faixa de preço superior (paguei 650 dólares), eu aproveitei uma promoção da blackfriday em que ganhei o bebê conforto (de 290 dólares) na compra dele, então para mim valeu muito a pena, principalmente porque o bebê conforto dessa mesma marca é considerado o mais seguro do mundo. Porém, ele ainda está na caixa, ou seja, quando eu estiver realmente utilizando o carrinho eu digo se ele está de fato aprovado!

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Comment (1)

  • Maria Marieta Almeida Silveira Reply

    Ahh meu Deus!!! Amo a maneira como você aborda os temas e o quão sincera você é. Espero que imagine o quanto suas publicações são importantes para nós leigas, porém, sonhadoras com um parto normal. Deus abençoe sua vida e a vida de quem você ama!! Obrigada!

    março 8, 2019 at 1:59 pm

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