37 e 38 semanas

Finalmente chegamos no marco do bebê “a termo”! Ou seja, se o Pedro quisesse nascer a partir dessas semanas não seria mais considerado prematuro. No entanto, pelas novas definições de tempo gestacional, ele ainda seria considerado “termo precoce”, pois apenas uma minoria dos bebês está biologicamente maduro para nascer nessa época. Para ser considerado “termo completo”, o ideal é que o bebê chegue a pelo menos 39 semanas de gestação, quando terá aproveitado ao máximo todos os benefícios do ventre materno em curto, médio e longo prazo (tem post sobre isso no meu instagram). Por esse motivo, eu não fiquei ansiosa para que ele nascesse logo, muito pelo contrário. A cada dia que passa, tento aproveitar os últimos dias (ou semanas) do barrigão, das mexidinhas dele, das filas preferenciais (uma das melhores partes – que ainda continua com o aleitamento, embora com olhares de reprovação), do cuidado que todos tem com você gestante, de ter desejo de comer algo e poder ser atendida, essa coisas, rs.

Não que eu romantize de forma alguma esse final, pois ele também vem cheio de desconfortos extras, mas sei que passa rápido e para quem já esperou até agora, em um piscar de olhos essas próximas semanas terão passado também e me trarão saudades. Continuei trabalhando e bastante ativa, mas já sinto mais desconfortos ao dirigir e caminhar distâncias maiores, por exemplo (as contrações de treinamento já incomodam mais devido ao peso da barriga). As noites tem sido os momentos mais complicados pela dificuldade em arrumar posição para dormir e a falta de ar que bate de vez em quando. Mas nem ouso reclamar, pois só de conseguir dormir longas horas acordando apenas 1 ou 2x para ir ao banheiro sei que ainda estou no lucro: daqui a pouco com o bebê eu dormirei muito menos, rs!

Com 37 semanas de gestação comprei todo o material necessário para o parto domiciliar (não é recomendado comprar antes, pois se nascesse prematuro a indicação seria um parto hospitalar). O paciente fica responsável por todo o material de logística e limpeza, enquanto a equipe leva o material técnico para o parto. Então foram lojas e lojas percorridas atrás de lona para cobrir a cama, tapetes higiênicos descartáveis, mangueira de metro para encher a piscina, panos de chão novos, calcinhas absorventes, comidinhas congeladas e por aí vai… aproveitei e testei a piscina de parto profissional que eu havia comprado há muitos anos para usar nos partos que eu acompanhava como doula, mas tinha parado de usar por preferir que cada paciente tivesse a sua própria piscina. Descobri um pequeno furo nela e deu tempo de reparar com bastante antecedência. Malas de maternidade também estão prontas (afinal, mesmo sendo um parto planejado para ocorrer em casa, se houver qualquer necessidade de remoção hospitalar já fica tudo prontinho também, além de poder concentrar tudo que vou precisar nos primeiros dias nelas).

Também estou aproveitando para botar a leitura em dia, principalmente de livros que li há muitos anos ou novos que saíram na área de aleitamento e criação infantil/disciplina positiva, assuntos que sempre me encantaram e que agora mais do que nunca eu vou precisar estar preparada (embora eu saiba do abismo que existe entre a teoria e a prática).

Pedro já está com mais de 3 KG e por enquanto ainda nem sinal de querer de fato “encaixar”, o que não significa absolutamente nada enquanto eu estiver fora de trabalho de parto. Embora ele esteja posicionado de cabeça para baixo, ainda está com bastante mobilidade para se mexer, e continua virando o dorso de um lado para o outro várias vezes ao dia. Normal! Ficaria até com dó se ele já estivesse com a cabeça encaixadona e sem nenhuma mobilidade lá em baixo com toda essa antecedência.

Sobre a famosa “preparação para o parto” (tem post sobre isso), eu costumo dizer que basta a mulher querer parir, ter nascido com uma vagina e saber escolher uma equipe que não atrapalhe a natureza a agir (mas que também saiba agir se houver necessidade). Nós já viemos preparadas de fábrica para essa tarefa, nunca se esqueçam disso. Mas tenho feito desde 36 semanas algumas coisas bastante simples que podem ajudar nesse momento: comer as tais das tâmaras (vejam meus destaques nos stories de gravidez lá no instagram), massagem perineal em casa com óleo de semente de uva, alguns exercícios de spinning babies e algumas meditações bacanas antes de dormir pelo aplicativo do “Gentlebirth”. Lembrando que absolutamente nada disso é essencial ou sequer importante para conseguir um parto normal, e eu tenho feito tããão esporadicamente tudo isso que talvez eu nem devesse contar aqui, mas sei que algumas pessoas irão se sentir mais seguras se ficarem apegadas a algum tipo de preparação externa, então fica a dica de algumas coisas que eu gosto.

Agora é só esperar o grande dia e ocupar meu tempo enquanto isso, sabendo que o meu tempo é completamente diferente do tempo dele. Um pedido meu ele já atendeu: nascer após o sol sair de Áries e entrar em Touro, hahaha. O segundo pedido é esperar eu me recuperar de um resfriadinho chato, para que eu possa sentir todo o cheirinho de vérnix quando ele nascer. E aí ele está liberado para vir a hora que ele quiser ao mundo!

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Comments (2)

  • alessandra andrade Reply

    receber newsletter

    abril 30, 2019 at 7:32 pm
    • Amanda Reply

      Boa noite Érica, sou Amanda primeira gestação de 38s7d. Estou aguardando pra ter parto normal, mas estou muito insegura e com medo, até por que somente tenho pessoas a minha volta que me desencorajam.
      No momento estou com 3 cm de dilatação mas a médica avaliou que meu bebê está muito alto. Tenho muita contração de treinamento, na verdade tenho a impressão que minha barriga fica contraída o tempo todo então não consigo cronometrar. Você teria uma orientação pra mim, obrigada

      maio 23, 2019 at 12:17 am

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