4 meses

4 meses! Esse mês foi um eterno salto de desenvolvimento que ainda não acabou! Depois do primeiro mês, onde tudo é novidade, talvez esse tenha sido o mais difícil até agora! Difícil porque ele demandou tanto colo (acho que até mais) quanto nos 3 meses de exterogestação, só que pesando quase 7 KG. A sensação que dá é que ele está ainda mais apegado e carente do que nunca. Dizem ser efeito do salto do desenvolvimento: a criança está num ritmo tão intenso de desenvolvimento de novas habilidades que seu cérebro dá um “tilt” com tantas novidades e então ela recorre àquilo que tem como referencia de segurança, que no caso somos nós.

Falando em novas habilidades, foram várias nesse período: aprender a virar sozinho e ficar de bruços, alcançar objetos e segurá-los com as duas mãos, pegar no próprio pé, espancar os brinquedos (por aqui o apelido dele virou Bambam, lembram do bebê dos Flintstones?), ficar apreciando as diferentes texturas (arranhando tudo que encontra pela frente ou passando a mão no nosso rosto, enfiando o dedo na nossa você, puxando nosso nariz, etc). De modo geral, é como se ele estivesse mais “presente”, com mais consciência corporal e doo mundo ao redor (nessa fase eles também passam a enxergar melhor)! Ah, agora ele parece entender o próprio nome (confesso que eu tinha medo que ele pensasse se chamar “gostoso”, de tanto que eu repetia essa palavra o dia todo).

Agora ele está muito mais firme, sustenta completamente o pescoço (por isso pudemos começar a usar a mochila evolutiva, viva!!!), se comunica com mais eficiência (novos barulhinhos e tossidas de mentirinha para chamar nossa atenção), gargalha como se não houvesse amanhã…mas também começou a estranhar algumas pessoas diferentes (coisa que não acontecia antes).

Sono: continuo bem picado, variando entre não dormir nada (em alguns dias apenas poucos minutos, no colo e em pé), acordar de meia em meia hora, de hora em hora ou até com 3 horas e meia de intervalo (o recorde)! Nos dias piores, acreditamos ter sido por causa de algum tipo de refluxo. Optei por não fazer acupuntura nele nesse mês (sempre ajudou muito) para não mascarar o efeito da dieta no diagnóstico de APLV (o diagnóstico é baseado na melhora dos sintomas após uma dieta rigorosa e na piora após a reintrodução dos alimentos potencialmente alergênicos – o chamado “teste de provocação oral”, que eu ainda não fiz).

Amamentação: seguimos em aleitamento materno exclusivo e livre demanda! O Pedro nunca nem conheceu outros tipos de bico como chupeta ou mamadeira, e até agora eu não precisei dar leite ordenhado também, pois ele vai comigo em todo lugar (nunca usei nosso copinho ou colher desafora comprados para ocasiões de ausência). O que mudou foi que agora o mundo lá fora está interessante demais e qualquer ruído é suficiente para fazer ele largar o peito e se distrair na mamada, rs!

Esse foi o mês em que me senti mais cansada. Muita gente falava da chapinha que virava depois que o bebê fazia 3 meses, tornando tudo mais fácil. Por aqui essa chavinha virou para o outro lado (sem querer desanimar ninguém, pois as partes boas também são muito boas)! Parece que compensação hormonal que a natureza me mandava todo dia para a privação materna de sono andou dando umas osciladas.

Outra questão foi a incerteza dos diagnostico de refluxo e/ou APLV, que foi em duvidas o fator que mais me desestabilizou emocionalmente nas ultimas semanas, pois apesar de não ser nada grave com o bebe, o próprio processo de diagnostico (com a extensão das restrições envolvidas para MIM que estou amamentando) alterou completamente minha rotina e impactou muito na minha qualidade de vida. Não poder comer fora de casa (era praticamente meu único programa social) em um momento de tantas restrições que já são inerentes ao puerpério foi um golpe que eu não esperava nesse momento.

Por fim, ainda não voltei a malhar (preciso resolver a diástase primeiro – a rotina está punk e estou pouquíssimo disciplinada com os exercícios da técnica tupler) e já autorizei a secretária lá da clínica a marcar alguns pacientes a partir do final desse mês. Como o bebê ainda não estará nem com 5 meses, a idéia inicialmente é atender só duas tardes por semana e fazer Home office com alguns projetos online nos outros dias.

Para quem ficou assustado com meu relato desse mês, não fique! Ficar mais difícil não é o que acontece na percepção da maioria das mães, e mesmo que fique, é o que eu sempre digo: por sorte (nossa ou dos bebês), quanto mais aumenta o grau de dificuldade mais aumenta o nível de gostosura deles! A natureza não dá ponto sem nó! E a gente segue só amando mais e mais…

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