5 semanas: os primeiros sinais!

Começo esse post explicando o motivo de já ter 5 semanas e ter acabado de descobrir a gestação antes mesmo da menstruação atrasar. Embora eu saiba exatamente o dia da concepção e tenham se passado apenas 3 semanas dela, no mundo todo convenciona-se contar a gestação a partir do primeiro dia da última menstruação, ou seja, ganhamos cerca de 2 semanas a mais por causa da DUM (data da última menstruação). Então eu tenho 3 semanas de concepção, mas sou considerada uma grávida de 5 semanas. Entenderam?

Aos poucos, fui sentindo que eu estava entrando em outra “vibe” mesmo. Eu, que nos últimos anos adorava sair para festas, shows, encontrar com amigos, etc, comecei a querer ficar só dentro da toca, bem introspectiva. Via algumas amigas combinando a balada do final de semana e tudo isso já parecia algo super distante de mim.

Tive sintomas de infecção urinária (bastante comum na gestação) confirmados depois por exame de sangue e cultura e já comecei a entender os perrengues que minhas pacientes sempre relatavam. Alguns episódios de sonolência, a cabeça já começa a demonstrar sinais de distração/memória ruim e o medo de perder produtividade começou a me rondar (autônomo não tem essa de atestado médico: se não trabalha, não ganha). Começamos a olhar um apartamento maior para nos mudarmos e marquei o primeiro ultrassom para semana que vem. Quis fazer apenas com 6 semanas da DUM mesmo, para aumentar as chances de já ouvir o coraçãozinho batendo (tem gente que faz antes apenas para verificar a implantação e a quantidade de sacos gestacionais, mas eu preferi esperar, lembrando que muitas mulheres nessa fase ainda nem teriam descoberto a gravidez antes da existência da tecnologia). O seio continua super sensível e já tenho alguns episódios de enjôo quando fico mais horas do que deveria em jejum. A sensação é de TPM constante e a vontade de socializar é praticamente nula. Tivemos um casamento para ir e pela primeira vez eu me deparei com a situação em que não podia ingerir nada de álcool. Embora seja perfeitamente possível curtir qualquer evento social sem bebida alcóolica, é inegável que você não acompanha o mesmo ritmo das pessoas, e por mais incrível que estivesse a festa quando deu 23h eu só pensava em dormir. Fiz os primeiros exames de sangue e como naquele bolo de 43 exames incluía outro betahcg, acabei descobrindo que o meu já estava passando de 3 mil: um bom sinal de que aparentemente tudo estava evoluindo bem!!

Achei engraçado como as pessoas ao nosso redor já começam a querer discutir assuntos e decisões que precisarão ser tomadas apenas lá na frente, como nome da criança, quem serão os padrinhos, em qual escola vai estudar…enquanto minha cabeça ainda está pensando em uma semana de cada vez (“será que na ecografia vai aparecer embrião?”). Meu convívio diário com tentantes e gestantes no consultório como acupunturista e doula me faz agradecer por ter engravidado sem dificuldades (acompanho muitos casos de mulheres que estão há anos tentando sem sucesso e passando por todo o tipo de tratamentos invasivos fisicamente e desgastantes emocionalmente) e acrescenta preocupações que dificilmente uma gestante leiga teria: por exemplo a possibilidade de uma gestação anembrionária, tubária, molar, aborto retido, síndromes e coisas do tipo.

No final da semana, outro sintoma clássico: comecei a acordar para fazer xixi. Eu que pensava que só sentiria isso no final da gestação com o peso do bebê sobre a bexiga, descobri o poder dos hormônios e do próprio útero distendido para já não me deixar dormir uma noite completa. Alguns episódios de insônia também começaram a aparecer: o corpo é tão sábio que já vai te preparando para as noites em claro que estão por vir! Visualmente, apenas o útero aparenta estar mais sobressalente, mas sem nenhuma alteração na balança.

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