9 meses

Desenvolvimento: o desenvolvimento dele deu um super salto, mas não sei se consigo expressar em palavras exatamente quais foram as diferenças. É como se a percepção dele do mundo estivesse muito mais ampla, entendendo mais como tudo funciona e inclusive o que a gente fala (isso de falar qualquer coisa na frente dos bebês achando que eles não entendem não é uma boa idéia, rs). Ele está cada dia mais obstinado para ficar em pé e já fica até uns 8 segundos sem apoio (o engraçado é que ele só treina tirar o apoio em ambientes acolchoados como a cama ou o tapetinho, que embora sejam mais difíceis do ponto de vista do equilíbrio, fornecem a ele alguma segurança, pois ele sabe que vai cair e que no chão vai machucar). Começou a repetir de forma bem direcionada o “maman” ou “mamamaman” quando quer chamar minha atenção e aprendeu a fazer mais sons, estalos com a boca e a língua, etc. 

Alimentação: segue oscilando. Em muitos dias ele come uma quantidade e uma variedade maior, e então eu me empolgo achando que a introdução alimentar “engrenou” de vez. Aí de repente ele passa vários dias sem querer comer praticamente nada, ou comendo só frutas, ou só omelete, ou só feijão, etc. Para de repente voltar a comer no dia seguinte, e assim sucessivamente. Sigo tranquila em relação a isso, confiando no leite materno como principal alimento e vendo ele se desenvolver super bem. Sei que estou fazendo a minha parte, que é ofertar uma variedade de alimentos saudáveis e respeitar o ritmo dele sem forçar a barra. Pela primeira vez eu senti que a quantidade de mamadas dele diminuiu um pouco desde que a IA começou, por estar comendo uma quantidade um pouco maior (mas ele ainda mama bastante e várias vezes ao dia). O movimento de pinça já existe (para pegar um pequeno grão, por exemplo), porém ainda não está completamente desenvolvido. 

Sono: continuamos no mesmo padrão de sono picado. Ele ainda acorda com grande frequência a noite toda, incluindo na “primeira pernada”. Na madrugada eu não conto e nem olho o relógio, mas sei que também são muitas vezes. Nesse mês eu passei a dormir em definitivo no quarto dele, em geral após 0h (quando vou deitar), em um colchão no chão ao lado da caminha montessoriana. Assim, quando ele acorda, eu dou o peito e rapidamente voltamos os dois a dormir. Acredito que essa logística facilitou o processo e me ajuda a descansar mais nessa maratona noturna. 

Sobre essa questão dos despertares noturnos frequentes, eu já falei sobre isso algumas vezes, mas vou reforçar aqui: depois que eu entrei na fase do “aceita que dói menos”, tudo melhorou. Parei de esperar por marcos que poderiam proporcionar melhoras no sono, como “depois que fizer 3 meses”, “depois que começar a comer”, etc, e aceitei que essa será a  minha vida daqui p/ a frente, provavelmente até ele fazer 2 anos ou mais (o que vier antes disso, será lucro).

Também passei a encarar com mais leveza as coisas como elas são, por exemplo o “ritual do sono”. Em vez de ter a expectativa de que ele irá jantar – tomar banho – mamar – dormir, eu já sei que entre o mamar e o dormir terão 2 ou 3 escapadas do quarto engatinhando pela casa, que ele vai tirar os livrinhos e os sapatos do lugar, morder meus joelhos (rs), e mais um monte de pequenos rituais que ele próprio criou para dormir. Aprendi a me divertir com isso e ajustar minhas expectativas. Agora eu acho até que essas sapequices são a parte mais gostosa e engraçadinha do dia. Já me programo para estar por conta desse processo todo de 18h30, quando ofereço o jantar, até por volta de 20h30, quando ele já está dormindo. Ele acorda em definitivo entre 06h30 e 07h. As sonecas passaram a ser 3 durante o dia: uma de manhã, uma na hora do almoço e uma até 15 ou 16h. Todas durando entre 30 minutos e 1 hora. 

Comportamento: continua dando trabalho para vestir roupa após o banho, mas melhorou bastante a colaboração para tomar as vitaminas (ferro e vitamina D) e escovar os dentinhos. No  início ele aceitou bem, depois teve um período que precisou ser meio “na marra”, e agora está oscilando e aceitando colaborar espontaneamente na maioria dos dias. Também passamos a fazer mais banhos de chuveiro com o pai (ele AMA, só de ouvir o barulho do chuveiro já fica ansioso para entrar).

Rotina: durante a semana ele me acompanha no mercado perto de casa (no carrinho ou mochila), passeia aqui na quadra ou perto do meu trabalho, brincamos em casa, etc. Finais de semana sempre passeamos com ele em lugares diversos, saímos para almoçar e levamos para a piscina quando faz sol. Saímos (como casal) duas vezes para eventos noturnos sozinhos, enquanto ele ficou sob os cuidados da minha mãe. Na primeira vez não deu tão certo, pois ele acordou 3x chorando em um curto período de tempo, então voltamos. Na última vez deu super certo e pudemos aproveitar uma baladinha! Por mais que a logística para sair envolva um certo perrengue (horários contados, ordenha, preocupações diversas), esse tipo de coisa traz mais leveza a todo o processo da maternidade e paternidade. 

Eu continuo levando ele para a clínica nas duas tardes que estou fazendo atendimentos de acupuntura, junto com minha mãe. E nas outras 3 tardes por semana ele está sob os cuidados da minha funcionária (que já fazia faxina aqui em casa e se dá super bem com ele), ao meu lado, enquanto faço home office com meus projetos online. Ele se adaptou super bem a esse esquema, e eu sigo amamentando quando ele quer, dando as comidinhas e supervisionando tudo de perto. Sei que é uma realidade privilegiada (a maioria das pessoas precisa voltar a trabalhar e deixar o bebê integralmente com uma babá ou na creche), e fico muito feliz e grata de poder fazer dessa forma e acompanhar de pertinho a rotina e o desenvolvimento dele. 

Ps: não sei se todo mundo que me segue já sabe, mas só reforçando, também seguimos sem uso de nenhum bico artificial (ele nunca usou chupeta nem mamadeira), sem uso de telas de nenhum tipo (tv, celular, tablet) e em aleitamento materno em livre demanda. Tem vários posts e destaques sobre tudo isso.

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