Dilatação

“Quando o médico fez o toque eu estava com 6 dedos de dilatação”!
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Como vocês podem ver na ilustração, a dilatação (que vai de 0 a 10 cm) é medida através de dois dedos apenas, que são introduzidos no canal vaginal e aos poucos vão medindo a abertura da cérvix (colo do útero) até que não exista mais nada entre a cabeça do bebê e o canal (dilatação total), deixando a passagem totalmente livre para o bebê descer (período expulsivo)!
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O profissional não coloca 4, 5, 6 dedos ou mais para medir a dilatação (ainda bem né?! rs)!! O exame de toque é uma avaliação relativamente subjetiva (pois não existe uma régua lá dentro) e muitas vezes pode haver variação de um profissional para o outro , inclusive pela largura dos dedos de cada um! Deve ser feito sempre com o consentimento da mulher, e normalmente não deve doer (se doer, fique atenta para a possibilidade do profissional estar fazendo um “descolamento de membranas” ou “redução manual de colo”, que são duas intervenções p/ acelerar o processo do parto, que devem ser discutidas e consentidas pela gestante antes)! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

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Na maioria dos casos em que ouvimos que não houve dilatação, provavelmente a mulher ainda não estava em trabalho de parto ativo e não houve paciência para aguardar o processo fisiológico (o processo de dilatação pode durar até alguns dias para algumas pessoas, incluindo a fase latente)! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Lembrando também que dilatação e passagem são coisas diferentes (o “não ter passagem”, outro fenômeno raro, se refere a uma desproporção entre a bacia da mãe e a cabeça do bebê, e não à dilatação do colo do útero)! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

E mais importante do que a dilatação, são as contrações! Para o bebê nascer, é preciso que existam contrações eficientes! Por isso algumas mulheres podem passar muitos dias com alguma dilação e isso não significar nada, enquanto algumas estão com 1cm de dilação e em poucas horas de boas contrações o bebê nasce!

Texto de Érica de Paula – doula, psicóloga, educadora perinatal e acupunturista. Co-Autora do documentário “O Renascimento do Parto – 1”.

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