“Mãe feliz = bebê feliz” ou “A amamentação deve ser boa para os dois”. #SQN

De uma forma geral, esse tipo de fala traz consigo uma falsa idéia de que a maioria dos casos de amamentação ou mesmo a maternidade de forma geral é fácil e predominantemente prazerosa, e caso essa realidade se apresente diferente para alguém, está “liberado” não sentir culpa em pegar atalhos que quase sempre fazem bem para mãe, mas não para o bebê!⁣

O que ninguém te conta é que para a maioria das pessoas a maternidade é MUITO difícil e a amamentação IDEM! Fazer dar certo é uma escolha ativa e diária, dependente de inúmeros esforços, estudos, sacrifícios. E muitas vezes que relativizamos algumas escolhas cujas evidências se mostram prejudiciais ao bebê alegando que ele estará bem se a mãe estiver bem, não é bem assim que acontece! ⁣

Para além de todas as subjetividades de que o bebê absorve o estado emocional da mãe, eu tenho certeza que, salvo em situações extremas, o bebê irá se beneficiar muito mais de uma amamentação prolongada do que de uma mãe descansada por não acordar mais de madrugada, por exemplo! Claro que eu acredito que cada mãe deve se munir de informações e escolher aquilo que ela acha que será possível na realidade dela. Mas devemos ser honestas conosco de que determinadas escolhas são feitas pensando no nosso próprio bem estar, e não no bebê, pois ele sequer teve direito de opinar!⁣

Eu sempre digo que eu gosto de amamentar, mas que se eu não gostasse, eu amamentaria do mesmo jeito, por estar absolutamente convencida da sua importância em todos os aspectos da vida do meu filho em curto, médio e longo prazo! Por isso, diante da responsabilidade de colocar um ser humano no mundo, eu faria qualquer escolha que pudesse trazer esse nível de benefícios, mesmo que isso signifique inúmeros sacrifícios para mim. ⁣

Não podemos nos esquecer quem é o lado vulnerável da corda! Nós conseguimos esperar 2 anos (que inclusive passam voando, acreditem) e ter “nossa vida de volta”. Mas p/ eles, esses primeiros mil dias são absolutamente decisivos na formação de sua saúde física e psíquica, na sua imunidade, na sua modulação genética e tantas outras coisas. É um tempo que não volta mais, e onde cada escolha pesa. Vai passar. E vai valer a pena!

Ps: Claro que existem casos extremos com perturbação severa da amamentação, depressão pós parto grave, surtos psicóticos, casos de rejeição ao bebê ou mesmo de risco a integridade física do bebê, problemas de saúde e tantas outras situações que não vou saber ou me lembrar de descrever aqui… não é para esses casos que escrevo!

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