Mito: cordão enrolado no pescoço

O cordão umbilical é formado por uma substância gelatinosa, maleável e elástica que protege os vasos sanguíneos que levam sangue e oxigênio para o bebê!

O tamanho dele (pode ter até 1 metro) e o fato do bebê estar sempre se movimentando dentro do útero faz com que seja extremamente comum ele se enrolar no pé, nos braços, no pescoço e em outras partes do corpo sem que isso acarrete qualquer problema para o feto!

Lembrem-se que o bebê não respira pela traquéia dentro da barriga, e sim pelo próprio cordão! Cerca de 30 a 40% dos bebês nascem com o cordão enrolado no pescoço, ou seja, é fisiológico e até esperado que os bebês nasçam com circular, sendo que esse dado sequer deveria constar nos exames ultrasonográficos!

Então, vamos tomar cuidado antes de perpetuar esse tipo de mito no país campeão mundial de cesarianas! Acidentes com o cordão são raríssimos, e normalmente estão associados a outras situações: nó verdadeiro de cordão, prolapso de cordão, etc (isso é pauta para outro post), e não ao cordão enrolado no pescoço!

Ah, e só mais uma coisa: a maioria dos bebês (com circular ou não) nascem roxinhos mesmo! O ambiente intrauterino tem menor saturação de oxigênio, e ao nascer eles costumam ficar coradinhos até o 5 minuto de vida, na medida em que a transição respiratória vai se completando!

Texto de Érica de Paula – doula, psicóloga, educadora perinatal e acupunturista. Co-Autora do documentário “O Renascimento do Parto – 1”.

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