Nem toda culpa é ruim

Tenho certeza que quem acompanha um punhado de perfis ativistas por alguma causa (seja do parto normal, da amamentacao, da criação com apego, disciplina positiva, etc) já viu essa cena: fazemos um post puramente informativo chamando para reflexão de algo e vem um monte de gente bombando os comentários ou os directs com “ahhhhh mas isso gera culpa materna, as mães já estão sobrecarregadas e não precisam sentir mais culpa”! ⁣Então vamos por partes! ⁣⁣
⁣⁣⁣
Eu concordo que devemos nos policiar p/ não sentir excessiva culpa por aquilo que não temos controle, como por exemplo necessidade de sair para trabalhar e deixar o bebê sob os cuidados de outra pessoa, oferecer fórmula quando de fato não é possível amamentar, etc. ⁣
⁣⁣⁣
Mas a culpa sobre coisas que fazemos (muitas vezes sem ter conhecimento das consequências, ou seja, na melhor das intenções) que podem prejudicar o bebê e que temos o poder de mudar é o que nos move para evoluirmos como mães – e como seres humanos – e para tomarmos decisões melhores no futuro! Quantas vezes já recebi o feedback “puxa, eu fiz assim, na época eu não tinha informação, mas no próximo filho eu farei diferente”?! E isso é lindo! É não perpetuar o ciclo da ignorância e se permitir crescer! ⁣⁣⁣
⁣⁣⁣
É dessa forma que muita mulher resgata seu parto em um próximo filho, que amamenta após uma experiência de frustração, que busca informações e deixa de oferecer coisas que trazem prejuízos como telas, chupetas ou mamadeiras, que melhora a alimentação da casa, que entende outras formas de educar! A culpa pode ter o poder de nos tirar da inércia e nos fazer ter vontade de melhorar! ⁣Basta sabermos o que fazer com ela! ⁣⁣
⁣⁣
Portanto, se esse sentimento te visitou recentemente, cabe a pergunta: “eu tenho controle sobre essa situação”? Se a resposta for não, sinto, respiro e deixo ir! Mas se eu posso mudar algo a respeito, penso: “como posso fazer para melhorar?”⁣

E lembre-se: nem toda informação diz respeito à sua realidade, às suas possibilidades! Informação não é sinônimo de julgamento! Às vezes não cabe aquela informação no contexto da sua vida, mas beneficia inúmeras outras! O importante é que a informação continue circulando!

Compartilhar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *