O bebê humano e a teoria da exterogestação

De todos os mamíferos, o bebê humano é um dos mais indefesos e dependentes. Pelo fato do nosso cérebro ser maior, foi preciso que os bebês nascessem ainda muito imaturos para que conseguissem passar na bacia da mãe durante o parto (e assim terminarem de se desenvolver aqui fora = exterogestação). Ao contrário de outros mamíferos como a girafa e os cavalos que já conseguem andar logo que nascem, nos falta um aparato neurológico maduro o suficiente para isso e para muitas outras coisas.

Sobretudo nos primeiros 3 meses de vida (há teorias que estendem bem mais esse prazo), o bebê necessita de um ambiente que o remeta ao útero de sua mãe tanto quanto possível, o que costuma ter um grande efeito calmante sobre ele. Isso significa em primeiro lugar a necessidade de MUITO COLO (muitas vezes, inclusive na hora do sono). Nesse caso, o uso de um sling pode ser salvador para que o cuidador consiga ficar com as mãos livres nesse momento.

Algumas técnicas também costumam ajudar nesse processo de adaptação ao mundo aqui fora! São elas:

1 – Enrolar o bebê em um charutinho (sempre com supervisão direta, evitando na hora do sono noturno).

2 – Colocar o bebê na posição de lado (ou com a barriga tocando os braços do adulto – a cabeça fica na mão do adulto e o bumbum encostado nas dobras do cotovelo, com as pernas e pés soltos) quando ele estiver nevoso.

3 – Fazer um som de “shhhhh shhhh” (o som que o bebê estava acostumado a ouvir no útero materno – existem aplicativos com sons de ruído branco ou mesmo usar secador de cabelo, ventilador, exaustores, etc).

4 – Balançar/ninar o bebê movimentando seu corpo de forma rítmica (pois dentro da barriga, o bebê estava em constante movimento). Você pode caminhar, dançar p/ cima e para baixo, usar um balanço ou bola de pilates, passear de carro, usar cadeirinhas vibratórias próprias p/ isso, etc.

5 – Sucção: amamentar em livre demanda e deixar que o bebê faça sucção não nutritiva, o famoso “chupetar” o peito.

👶🏻Lembrem-se: um bebê NUNCA “faz manha” ou chora à toa. O choro é a única forma de comunicação que eles conhecem, e a necessidade de colo e aconchego é tão legítima quanto fome ou frio!!

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