Obediência e o uso do “não”

Tão logo o bebê começa a explorar o ambiente, também começa a ouvir os “nãos” dos cuidadores, seja com o objetivo de prezar pela sua segurança, ensinar o “certo ou errado” ou mesmo sobre “hierarquia e obediência”. Somos condicionados a acreditar que criança bem educada é aquela que não incomoda, não faz barulho e não é cheia de “vontades próprias”.

A criança, recém chegada ao mundo, precisa sim de limites dados por um adulto p/ que não se coloque em situações de risco, p/ que saiba que diferentes ambientes pedem diferentes tipos de comportamento e p/ que saiba conviver em sociedade. Porém, quantas vezes deixamos que percam a oportunidade de explorar e descobrir coisas irrelevantes para nós, mas importantíssimas p/ eles, apenas pelo prazer de dizer “não” e sermos obedecidos?!

Sempre que sentir vontade de dizer “não”, primeiro se pergunte se aquele comportamento (por ex: mexer em alguma coisa que não traga riscos, brincar com a comida antes de levar à boca) traz algum problema de fato ou se você só está querendo demonstrar sua autoridade. O mundo se encarregará de proporcionar milhares de situações que exercitarão a capacidade do seu filho de lidar com frustrações por toda a sua vida. Por isso, deixe que ele possa ouvir mais “sim” do que “não” das pessoas que o rodeiam. Crie um ambiente seguro p/ que ele possa explorar e fazer suas próprias experiências como pequeno cientista que é. Que abra uma torneira e sinta o geladinho da água, que saiba o barulho que um objeto faz quando cai no chão, que entenda o movimento de dentro e fora quando tira potes da gaveta! Não tem aprendizado melhor do que a própria vida real e não tem nada pior que ouvir “não pode” o dia todo sem sequer compreender o problema daquela ação tão natural p/ sua cabecinha!

Queremos filhos criativos, inovadores, com facilidade em resolver problemas e lidar com novas situações. Desejamos que no futuro eles sejam questionadores e exerçam funções de liderança! Então por que achamos que nossa criação deve ser baseada em obediência cega apenas para nos sentirmos hierarqui

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