1 mês

O primeiro mês passou e a sensação que eu tenho foi que o parto aconteceu ontem: afinal, nunca mais eu dormi (como já dizia a comunidade do falecido orkut: “só é amanhã depois que eu durmo”)! Eu já sabia bem o que me aguardava e estava preparada para viver essa imersão do primeiro mês! Aliás, é exatamente essa a palavra que melhor define: imersão! Estejam preparadas para se doar ao extremo: pelo menos 90% do seu tempo, do seu corpo e da sua mente serão temporariamente doados para aquele serzinho ali que depende totalmente de você! Mas é isso mesmo, temporariamente! Eu não me desespero justamente porque sei que tudo passa, e nesse momento eu escolho fazer aquilo que for melhor para o meu filho! Estou aqui para dar todo o colo que ele precisar, para acordar quantas vezes forem necessárias e estar disponível em absoluta livre demanda para amamentar (mesmo que isso signifique 30 vezes ao dia)! Com o tempo, vamos tentando estabelecer uma rotina saudável para toda a família, mas enquanto estamos em fase de exterogestação (tem post sobre isso), essa palavra – rotina – não existe no nosso vocabulário! 

No mais, está sendo tudo como eu esperava mesmo! Não passei pelo baby blues e acredito que tenha feito diferença esse preparo emocional para o que viria após o parto (claro que existem situações que fogem ao nosso controle, sobretudo hormonais, mas não criar falsas expectativas sobre o pós parto “margarina” ajuda a encarar de forma realista tudo o que acontecer). Graças à Deus também não tivemos nenhuma intercorrência nem com ele nem comigo, apenas o cansaço natural dessa loucura que são os primeiros meses, sobretudo esse primeiro quando nem sair de casa direito a gente pode! 

A principal orientação que pode ser dada para esse período é: tenha rede de apoio! Se for possível, além do companheiro/pai do bebê, a(s) avó(s)! Se não, tente contar com alguma tia, amiga, ou mesmo uma pessoa contratada para essa finalidade! É muito importante ter alguém para ficar rapidinho com o bebê enquanto você come, toma um banho, cuida de assuntos pessoais, etc! E tenha alguém para te ajudar a cuidar da casa, para que você possa se dedicar ao bebê no resto do tempo! Por aqui temos o pai, a vovó materna e atualmente uma auxiliar doméstica que está cuidando da casa e da comida! Sei que infelizmente essa não é uma realidade possível para a maioria, mas caso seja possível para você, tente se organizar dessa forma que tudo será muito mais leve.

Sobre alguns tópicos mais específicos que vocês sempre perguntam:

  • Banho: dou o banho dele perto da hora do almoço e faço um ofurô (banho de balde, apenas para relaxamento) entre 19 e 22h em algumas noites (não faço todos os dias, mas principalmente quando ele demonstra estar mais irritado ou com algum incômodo. Ele adora)!
  • Sono: no período da noite, ele dorme no mini berço da Chicco que está acoplado à nossa cama! Colocamos um ninho redutor dentro para que ele se sinta mais aconchegado enquanto ele é pequenininho (mas já vamos tirar, pois ele cresceu e o ninho começou a limitar a posição que ele mais gosta de dormir, que é com os braços para cima)! Ele acorda em média de 2 em 2 horas (variando entre 1h30 a 3 horas de intervalo), mama, pega no sono novamente, coloco 10 minutinhos verticalizado no colo pra arrotar (nem sempre arrota) e depois de volta no bercinho! Todo esse processo é feito comigo sentada ou deitada na minha cama mesmo, eu fico apoiada no encosto de leitura que já mostrei para vocês e está nos destaques do instagram (em “dicas”)! Preferi fazer dessa forma do que levantar para ficar na poltrona de amamentação, sinto que me canso menos. Em pelo menos um desses ciclos de 2 horas ele dá mais trabalho para voltar a dormir no bercinho e então para perder menos tempo de sono eu deixo ele mamar deitado e ficamos em um esquema de cama compartilhada! De madrugada, trocamos a fralda quando eu sei que tem cocô, mas nos primeiros dias os bebês tem aquele reflexo chamado de “gastro cólico” (em que fazem cocô durante TODAS as mamadas), então dá para esperar um pouco e trocar de 3/3 horas, por exemplo (se não, gastaríamos 20 fraldas por dia)! E só trocamos de madrugada se ele estiver acordado, claro! Não se acorda bebê que está dormindo feliz para trocar fralda! Tanto durante o dia quanto à noite eu costumo fazer ele dormir no peito mesmo, não tem nada mais eficiente e fisiológico que isso! Muito raramente ele dorme de outra forma (apenas ninando), e a especialista nisso é a vovó! Como todo bebê novinho, ele dorme por muito mais tempo se estiver no colo do que em qualquer outro lugar! Às vezes, nas sonecas diurnas, ficamos com ele no colo mesmo (tem coisa mais gostosa?), mas em geral deixamos ele dormindo no moisés durante o dia (já mostrei o meu, está nos destaques da gravidez do instagram) e no bercinho acoplado durante a noite! A única rotina por enquanto é deixar o ambiente claro de dia, e escuro e com o mínimo de estímulos à noite, com ofurô às vezes (mas nem o banho diurno nem o ofurô tem demonstrado efeito algum no sono dele, por enquanto)! Assim que ele nasceu, as sonecas diurnas eram muito mais frequentes e mais longas, mas agora estão super aleatórias, tanto em frequência e duração, quanto em horários! Alguns dias ele dorme a tarde quase toda, em outros fica super acordado, e no final das contas nada disso interfere muito em como será a noite! 
  • Cólicas: percebi cerca de 4 episódios que poderiam ser interpretados como cólica (um choro agudo, inconsolável e persistente)! Nessas ocasiões fiz ofurô, usei bolsinha quente, fiz massagens, etc! Em alguns dias essas medidas resolveram mais, em outros menos (dar o peito quase sempre é o que resolve melhor)! Nos outros dias, ele tem apenas aqueles desconfortos normais e fisiológicos antes de soltar gases ou fazer cocô, como é esperado nos bebês até os 3 meses! Minha alimentação não mudou nada, nem estou evitando nenhum alimento!  Aliás, nenhum bebê não diagnosticado com alguma alergia ou intolerância se beneficia com dieta de exclusão da mãe (caso você comece a perceber uma relação, exclua sobretudo os derivados de leite da sua dieta, e depois investigue o restante)! Desde o primeiro dia de vida dele, eu tomo apenas um probiótico americano que a nutricionista havia me passado para evitar as cólicas no bebê. 
  • Refluxo: ele golfa como quase todo bebê, talvez por mamar demais em alguns momentos (mais do que a capacidade gástrica dele) ou pela própria imaturidade do sistema gástrico mesmo! Embora possa ocorrer várias vezes ao dia, não é considerado refluxo, pois além dele estar ganhando peso não demonstra nenhum desconforto mais específico! 
  • Choro: aos poucos vamos começando a identificar os choros, e não acredito muito que exista uma regra universal de tipos de choro para todos os bebês! Eu já consigo identificar o choro associado ao comportamento da dor abdominal (ele sempre tenta arranhar o rostinho ou arranha meu peito quando está com dor), o comportamento de sono (briga com o peito, puxa e solta o mamilo repetidas vezes enquanto reclama e geme, me dá uns tapinhas enquanto mama, respiração ofegante), o choro de quando quer colo, de quando está com fome, etc! Mas, na maioria das vezes, eu tento antecipar suas necessidades antes dele chegar a chorar de fato, então ele não chora tanto! Para mamar, por exemplo, o choro é o sinal tardio da fome! Então, quando ele demonstra os primeiros sinais (língua para fora, sugar as mãos, ficar agitado), eu já ofereço o peito! Devemos entender que o choro é a única forma conhecida de comunicação que o bebê tem nesse momento, então quando ele chora precisamos verificar se é fome, dor, frio, calor, se ele quer ser trocado e etc! Estando tudo isso ok, se ele continuar chorando, apenas acolha esse choro, pegue no colo e espere passar…pois bebês choram mesmo! Alguns mais que outros, mas choram! Por favor, jamais deixem seus bebês chorando para que aprendam o que quer que seja! Além deles não aprenderem nada de fato, ele é um ser indefeso que depende totalmente de você para se desenvolver plenamente e construir relações seguras no futuro! Se não seríamos capazes de deixar alguém que amamos (um amigo, um familiar, nosso companheiro) chorando sem acudir, imagina um bebê que não sabe se comunicar de outra forma!
  • Corpo: perdi 10 KG nas 2 semanas posteriores ao parto e ainda faltam 3 KG pra estar no peso anterior à gestação! Como lactante, não estou em dieta de restrição calórica e estava até me permitindo comer umas besteirinhas a mais nesse primeiro mês (ser cuidada pela mãe mineira no puerpério dá nisso)! Mas agora vou focar novamente numa dieta 90% saudável e cuidar primeiro da minha diástase (fiquei com 4 dedos), para depois voltar a malhar com orientação profissional! Sobre a diástase, estou começando a fazer os exercícios da Técnica Tupler com a Dra. Beatriz Araujo, com duração de 6 semanas o primeiro ciclo.
  • Pai e divisão de tarefas: por aqui o pai troca as fraldas da madrugada e se reveza nos cuidados noturnos durante os horários em que está em casa (trocar fralda, botar para arrotar, distrair, ninar, ofurô)! Por enquanto, é só o peito que resolve 90% dos problemas, então é impossível fazer uma divisão equilibrada de tarefas! Ele também cuida do que for preciso dos bastidores da casa: as compras de mercado e providenciar tudo o que precisar trazer da rua, por exemplo! Em alguns dias eu peço para que ele leve o bebê para a sala de manhã cedo após eu amamentar para que eu possa dormir mais um pouco (o Pedro geme, se mexe e faz muitos barulhinhos mesmo dormindo, então eu não relaxo hora nenhuma)! 
  • Continuamos firmes na missão de não oferecer nenhum tipo de bico artificial, nem chupeta e nem mamadeira, para que não atrapalhe a livre demanda e a amamentação, dentre outros prejuízos que sabemos ter para o bebê! 
  • Sobre uma coisa da rotina que tem me feito bem: de manhã eu tomo meu banho, lavo o cabelo, passo um hidratante, um protetor solar com cor (que eu já usava desde sempre e dá uma uniformizada na pele), coloco uma roupa normal (não apenas camisola e aquelas roupas furadas de ficar em casa), um batonzinho cor de boca e até um brinquinho! Mesmo quando eu não vou sair de casa, pra mim e pra minha auto estima foi importante não ficar me sentindo “largada”, sabe? Gosto de me olhar no espelho e ainda enxergar um pouco da Érica que eu estava acostumada a ver, mesmo que agora ela tenha incorporado outros papéis prioritários.
  • Amamentação: farei um post só sobre isso!

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