10 semanas: sexagem e chá revelação!!!

A pressão de todos para sabermos logo o sexo do bebê se intensificou. Familiares que querem comprar presentes, amigos curiosos e até mesmo nas redes sociais essa é a pergunta que eu mais recebo por dia: “você já sabe o sexo?”. Eu estava super tranquila em relação a isso e tenho a sensação de que ainda aguentaria esperar mais muitas semanas até ter essa informação. Confesso que até gosto de manter a expectativa. Mas o pai começou a querer saber e decidimos fazer o exame de sexagem fetal no laboratório Sabin (eu poderia ter feito desde a oitava semana). E aí veio o outro dilema: fazer ou não um chá revelação?

Sempre achei que abrir um envelope e descobrir assim o sexo do meu filho era algo um pouco desprovido de emoção, e ao mesmo tempo achava exagero (talvez até um pouco brega) fazer um evento em cima disso. Mas já começando a entender o famoso ditado de que maternidade é um eterno cuspir pra cima – ou pagar a língua – decidi fazer para poucas pessoas e acabou sendo super bacana. Descobrir junto das pessoas queridas que estão vibrando com você independente do resultado tem realmente um gostinho especial. Faria tudo de novo!! Foi tudo decidido e organizado SUPER de última hora, fechei todos os fornecedores (bolo, docinhos, decoração, comida, bebida, aluguel de mesas, etc) em 3 dias e tive um trabalho extra por ter decidido fazer um chá revelação que fugisse do tradicional rosa e azul. Não queria reforçar o estereótipo de gênero que garante a exclusividade da cor azul para meninos e rosa para meninas, então optei pelas cores verde e lilás, e o tema de passarinhos para representar o feminino e o masculino. Infelizmente, os fornecedores de materiais (por exemplo: balão com confetes coloridos, aquela fumacinha, etc) não possuem um leque maior de opções de cores, e isso me deu um pequeno trabalho extra para providenciar. No dia do chá, absolutamente ninguém sabia o sexo do bebê, apenas a empresa que fez o meu bolo (Doux brigaderia – maravilhoso!!) e a moça que encheu os balões (eu passei minha senha do Sabin para ambas). As apostas eram quase unânimes: seria uma menininha! Amigos, familiares, meu companheiro, enquete do meu instagram…todos pensavam que seria uma menina. Eu confesso que não tinha palpites. Essa história de que a mãe “sente” qual é o sexo para mim não funcionou (até pq eu já acompanhei muitas pacientes que achavam uma coisa e não era, então nem criei essa expectativa). Mas a vida inteira me vi mãe de menina. Sou uma mulher que trabalha e cuida de outras mulheres justamente em seus aspectos mais femininos (fertilidade, gestação, parto e maternidade). Sou apaixonada por esse universo e já tinha até um nome para a minha filha.

Enfim, balão estourado, bolo cortado, e para a surpresa de todos temos um menininho a caminho!!! Surpresa, mas igual felicidade. A ficha caiu, já apertei o outro botãozinho e agora eu só torço para que, em tempos tão sombrios, eu posso estar apta para assumir a responsabilidade de criar um menino bem legal nessa sociedade machista em que ainda vivemos.

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